quinta-feira, 19 de junho de 2014

A Culpa é das Estrelas - Alerta Spoiler

"A Culpa é das Estrelas", Asa
 
Li o livro em três dias porque estava com ânsia de o ler rapidamente e perceber por que é que se fala tanto dele. John Green, o autor, conta a história de dois adolescentes que se apaixonam em circunstâncias um nadinha complicadas. Hazel Grace tem cancro e a Augustus falta-lhe uma perna porque também já sofreu de um problema grave. Trata-se nitidamente de um livro cujo público-alvo são os adolescentes. Eles reveem-se no romance, querem viver uma bonita história de amor cheia de frases com significado como esta e fazem-nos sonhar. A questão é que se trata de um tema sensível e isso faz-nos largar algumas lágrimas especialmente na parte final do romance quando as coisas se complicam para Augustus.
Um livro que me fez reviver Amesterdão, já que as personagens passam lá uns dias de visita a um autor que admiram e que se revela diferente do que esperavam. Há uma cena que se passa na Casa de Anne Frank e isso levou-me para as férias que passei lá há uns anos. A obra tem diversas cenas cheias de humor que arrancam algumas gargalhadas espontâneas mas o drama é tão grande que nas últimas 50 páginas choramos literalmente baba e ranho.
É uma história bonita mas tudo o que mete adolescentes enjoa um bocadinho e por isso mesmo dispenso mais livros do autor... Deixo algumas frases que marcam a história.
 
 
"- Sentes-te melhor?
- Não.
- É o problema da dor. Exige ser sentida"
 
 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cat vs Human


Hoje trago uma sugestão de B.D. Falo de "cat vs human". Tudo começou comoum blog (ver aqui) e mais tarde foi transformado num livro. Yasmine, a autora, adora gatos e decidiu começar a fazer umas ilustrações sobre a vida quotidiana dos seus gatos. Quem tem estes animais felpudos vai reconhecer a maioria destes pequenos episódios divertidos...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Caderno de Maya - Isabel Allende

"O Caderno de Maya", Porto Editora

Isabel Alende mete-me raiva. Raiva porque não sei escrever como ela e raiva porque me prende logo nas primeiras páginas e não consigo largar o livro. "O Caderno de Maya" é demasiado bom e Allende escreve demasiado bem. Há anos que a conheço e li vários livros dela e há anos que não pegava em nenhum dos seus livros. O sentimento actual? Arrependimento por não ter seguido a sua obra mais de perto. Mas ainda vou a tempo de me inteirar do seu imaginário. "Caderno de Maya" obriga-nos a lê-lo de enfiada, tal é o ritmo da narrativa. Gosto de autores sul-americanos, todos os que conheço têm uma escrita similar, talvez devido aos problemas dos seus países, evocam as memórias semelhantes e as culturas serão certamente próximas. Daí talvez resultem todos no mesmo tipo de escrita.
Allende é uma belíssima contadora de histórias. Em caderno de Maya dá-nos a conhecer uma jovem, Maya, que escreve num caderno à laia de diário e vamos acompanhando as suas memórias nos anos mais difíceis da vida. Maya era uma jovem com uma educação normal nos Estados Unidos mas quando o seu avô morre, refugia-se no álcool e nas drogas e a partir daí é vê-la a afundar-se num poço cada vez mais fundo. O pai e a avó de Maya internam-na numa instituição de reabilitação mas esta foge e vai parar a Las Vegas. A sua vivência torna-se cada vez mais difícil e aos poucos vai-se deixando levar pelo mundo da marginalidade. Os acontecimentos sucedem-se e a avó reencontra-a feita num farrapo e envia-a para uma pequena ilha do Chile: Chiloé, onde reaprende a viver e faz descobertas importantes em relação à sua própria família. Todos estes contratempos não tornam Maya num ser abominável mas sim numa personagem que nos apetece estender a mão e ajudar. Ela é boa pessoa e torcemos ao longo de toda a narrativa por um final feliz. Não me vou alongar na história, é preciso lê-la para ficarmos com esta Maya Vidal na nossa memória. Que bela personagem...

terça-feira, 20 de maio de 2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ouvido numa livraria


- Tem o livro Axon Manual de Medicina?
- Axon, nunca ouvi falar, deixe-me pesquisar... Não aparece nada na nossa base de dados. Pode soletrar? Talvez tenha escrito mal...
- H.A.R.R.I.S.O.N.

[Ahahahaha]

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Manual de etiqueta para clientes


Como livreira que sou decidi compilar algumas regras de boa-educação quando se entra num livraria, vulgo, espaço comercial.
- Cumprimentar as pessoas quando se entra num espaço fechado. São regras de boa-educação básicas;
- Nunca entrar a comer nem sacar de comida quando se está dentro de uma loja. Não estamos com isto a dizer que vão entornar bebida ou comida mas as mãos engorduradas são um bocadinho nojentas;
- Não olhar de lado nem fingir que não se ouviu;
- Agradecer também é simpático. Os funcionários não são vossos criados pessoais;
 - Não deixar crianças pequenas manusearem descuidadamente e sem vigilância livros que não lhes/vos pertencem;
- Não ter a mania que sabem tudo sobre determinado autor ou obra. O livreiro também tem capacidades intelectuais;
- Não ter a convicção que o livreiro tem obrigação de saber preços, enredos e autores de cor e salteado;
- Não pedinchar marcadores nem descontos nem 500 sacos de plástico ou papéis de embrulho;
- Não interromper quando o livreiro está a atender outro cliente. Aguardem, pacientemente, a vossa vez.