quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Dog Mendonça e Pizzaboy I, II, III

Vieram parar-me às mãos estes três livros da trilogia Dog Mendonça e Pizzaboy, livros de BD desenvolvidos por Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa.
Aqui temos um rapaz a quem roubam a sua moto e para a recuperar contrata um detective. Detective esse que é um ex-lobisomem e que tem um ajudante em forma de menina. Descobrem que uma gárgula roubou a moto e a partir daí veêm-se envoltos numa aventura do submundo onde até Hitler assume um importante papel. Toda a história é passada nos esgotos de Lisboa e o mundo fantástico é o cenário desta história.
Na 2ª história, a Bíblia assume um importante papel, cinco anos depois do primeiro encontro, os três amigos veem-se a mãos com o apocalipse. Pragas de insectos, criaturas gigantes e duzentos mil demónios invadem a Terra e os heróis têm que salvar os humanos. Vão a Fátima, falam com a Nossa Senhora e acabam por ver Lisboa destruída.
No 3º e último livro desta trilogia, "Requiem", nota-se o passar dos anos. Os heróis estão bem mais velhos mas nem por isso mais sensatos. Aqui ficamos a conhecer o passado de Dog Mendonça e Lisboa é atacada por aranhas gigantes.
O humor está presente nos três livros, as ilustrações são fantásticas e por vezes esquecemo-nos que estamos perante um livro. Facilmente imaginamos todo este enredo na nossa televisão em forma de filme.
Dog Mendonça e Pizzaboy remetem para um mundo fantástico repleto de monstros e seres estranhos mas divertem-nos e distraem-nos e não queremos que acabem as suas aventuras.





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ouvido numa livraria...


Diálogo #1
- Tem o livro Sidrarta?
- Siddhartha? Temos...

[A cliente insistia em chamar Sidrarta ao livro, não aprendeu e não foi comigo que se corrigiu. Lamento. Vai morrer a pensar que o livro se chama Sidrarta...]

Diálogo #2
-Comprei este livro de John Grishman, mas a pessoa a quem ofereci já o tem. posso trocá-lo?
-Grisham?

[Outro grande lapso de uma cliente. O pior é que as pessoas insistem em errar e provavelmente pensam que o livreiro é que está errado]

Diálogo #3
-Tem algum e-mail para onde possamos enviar as nossas novidades e campanhas mensais?
-Sim mas tenho vergonha...
- Vergonha de quê?
-O meu email é ridículo...
-Mas eu estou aqui para trabalhar e não para me rir.

[Foi mesmo isto que respondi à cliente caindo no erro de fazer pouco dela mas a verdade é que já estava sem paciência para essas vergonhas, queria despachá-la porque tinha um cliente à espera para ser atendido e se alguém tem vergonha do endereço que criou, crie outra conta com um nome mais decente. Malukinha! Hihihihihi]

domingo, 23 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ouvido numa livraria...


Há pessoas que entram nas livrarias para comprarem livros e há pessoas que só lá entram para chatear. Atentem nesta conversa vinda de um cliente:
- Paulo Coelho? Mas alguém compra Paulo Coelho? Nem deviam estar livros dele à venda... Não presta para nada...
- Sabe que o Fernando Pessoa escrevia sob pseudónimo não sabe?

[Caros clientes, declaro aqui perante o mundo que não posso nem quero nem devo responder a questões pessoais, se eu acho que Paulo Coelho deve ter livros à venda ou não, não vos diz respeito e se eu, que trabalho em livrarias há já 5 anos não soubesse que Pessoa escreveu sob outros nomes estava feita ao bife, estava...]

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

E.T. - O Extraterrestre

E.T. - O Extraterrestre, Europa-América

E.T. - O Extraterrestre é um filme que me acompanha desde a minha infância. Lembro-me de vê-lo pela altura do Natal desde sempre e quando vi o livro à venda não resisti e tive que o trazer para casa. Mas arrastei a sua leitura por mais de dois anos. Li-o aos bocadinhos e finalmente terminei-o. Estou orgulhosa pois a narrativa não é nada sedutora. A acção é lenta porque descreve todas as cenas com bastante pormenor e isso torna a sua leitura cansativa. Claro que revivi cenas do filme de que me lembro bastante bem mas por já conhecer tão bem a história, já só queria terminar o livro rapidamente.
O livro conta a história que já conhecemos: E.T. é deixado por engano na Terra e faz amizade com Elliot que o acolhe na sua casa à revelia da sua mãe. No final, tudo é feito para E.T. regressar a casa. Quem já viu o filme dispensa bem a leitura do livro pois nada de novo nos trás mas pelo menos serviu para me entreter nas horas vagas.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo - Murakami


Há livros que nos fascinam e outros que nem por isso. Sabia que "Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo" falava das corridas em que Murakami participou mas admito que acreditava que falasse mais que isso, dos romances que escreveu, do tempo que dedica à escrita, à sua vida mais pessoal. Mas o autor foca-se nas corridas, nos treinos, nos quilómetros que percorreu ao longo dos 10 anos que demorou a escrever este livro de memórias, das dificuldades das competições. Murakami também fala do tempo dedicado à sua profissão e em como depois da faculdade abriu um bar de jazz que teve durante 3 anos e que depois abdicou para se dedicar totalmente à escrita de romances. Tudo começou com um concurso e prosseguiu a partir daí. 
Murakami participou em diversas maratonas, triatlos e ultramaratonas. O último desafio que pretende cumprir é participar no Ironman mas a idade não perdoa. Mas ele tem vontade. Muita vontade. 
Trata-de de um livro que faz um elogio à corrida, ao desafio e à força mental que é necessária para percorrer tantos quilómetros. O episódio que me marcou neste livro de memórias foi o facto do escritor japonês ter percorrido os 42 km da maratona original em que um grego correu da cidade de Maratona até Atenas para dar notícias da frente de guerra. Murakami fez o percurso inverso a pedido de uma revista e anos mais tarde participou numa corrida que faz precisamente todo o percurso original. É o capítulo mais marcante, mostra toda a dificuldade que passou naquele dia com um calor abrasador
Murakami deixa transparecer o amor que tem por este desporto tão solitário mas que ele diz ter tudo a ver com ele: o silêncio, o vazio... Ele descreve bem estes sentimentos enquanto as suas pernas aceleram. Diz ele que a corrida o moldou enquanto homem. Teve aulas que o prepararam melhor para as competições e não desiste. A corrida é tão importante para ele como escrever. e tem tempo para tudo. Que belo exemplo de força de vontade!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Livros ganham vida

O fotógrafo Terry Border deu vida a livros bem nossos conhecidos. Transformou o próprio objecto no seu personagem principal num trabalho ao qual deu o nome de "Wiry Limbs, Paper Backs". Aqui podemos ver o Hobbit com o seu anel, o 1984 de Orwell com uma máquina de filmar...