quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Ouvido numa livraria
Conversa #1
- Qual é o seu contacto?
- Ah, espere, tenho que ver no meu Ipad... não sei de cor, sabe?
- E a morada?
- Oh, deixe-me ver aqui no telemóvel...
(Conclusão: tinha tecnologias de topo de gama e mostrava-os como se fossem fazer inveja à livreira, que é a pessoa mais desligada dessas mariquices e não se deixa impressionar, mas queria gastar muito pouco dinheiro nos livros
Conversa #2
- Venho trocar este livro, ofereceram-mo e eu já o tenho.
(cliente estica à livreira o livro, o saco, o embrulho e o recibo)
- Mas este talão é da loja W, o livro não foi comprado nas nossas livrarias...
- Mas olhe que vem embrulhado com o vosso papel e vinha num saco vosso.
- Pois, mas não posso fazer nada...
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Desafio literário
Lançaram-me o seguinte desafio através do facebook mas aqui no Letras em Letra é que me faz sentido falar sobre isto. Inteirem-se da proposta:
"É preciso fazer uma lista com os 10 livros (ficção ou não-ficção) que te tenham marcado. A ideia não é gastar muito tempo, nem pensar muito. Não precisam ser grandes obras, apenas que tenham sido importantes para ti. Depois escolher 10 amigos para participar da brincadeira. E eles devem incluir-nos quando fizerem as suas listas para que possamos ver as listas deles."
Escolher apenas 10 é muito difícil mas aqui fica a minha modesta contribuição, sem ordem de preferência"
Escolher apenas 10 é muito difícil mas aqui fica a minha modesta contribuição, sem ordem de preferência"
Ora bem, pensei muito, fui às minhas prateleiras e decidi-me por estes 10 títulos. Não tenho uma ordem específica de preferência tal como é dito no desafio mas foram livros que me marcaram e/ou continuam a marcar ao longo desta minha existência. Correndo o risco de ser tremendamente injusta para com todos os outros livros que li, corro o risco e apresento os meus preferidos de sempre. São eles:
- O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry
- O Amor nos Tempos de Cólera, Gabriel García Márquez
- A Cabana do Pai Tomás, Harriet Beecher Stowe
- Cão como Nós, Manuel Alegre
- No teu Deserto, Miguel Sousa Tavares
- Qualquer livro de Murakami, é-me completamente impossível seleccionar apenas um
- Não matem a Cotovia, Harper Lee
- O Homem Duplicado, José Saramago
- O Diário de Anne Frank
- Harry Potter
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Imaginação fora dos livros
Jodi Harvey-Brown uniu o melhor de dois mundos: o mundo ficcional ao mundo da arte. Extrapolou as histórias de fantasia para o mundo real e o resultado está à vista! Este é o conceito-base das esculturas em papel desta amante de literatura e arte, cujo trabalho é executado inteiramente à mão e para finalizar protege-as com uma película de verniz. Jodi dá vida a "Alice no país das Maravilhas", "Tom Sawyer" e muitos outros.
O seu trabalho pode ser visto aqui.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Ouvido numa livraria...
- Tem o livro "Livro Laranja"
Livreira pesquisa tal título e não obtendo qualquer busca pede mais informações mas cliente garantia que o título por ela sugerido era o correcto.
Título apurado e confirmado: "As Minhas Primeiras Palavras Cruzadas (volume 2, capa laranja)"
UAU! (cada vez tenho menos paciência para tamanha estupidez)
Livreira pesquisa tal título e não obtendo qualquer busca pede mais informações mas cliente garantia que o título por ela sugerido era o correcto.
Título apurado e confirmado: "As Minhas Primeiras Palavras Cruzadas (volume 2, capa laranja)"
UAU! (cada vez tenho menos paciência para tamanha estupidez)
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol - Haruki Murakami
Este livro deixou-me um profundo sabor amargo. Se me envolveu na maior parte da narrativa, enquanto Hajime conta a história da sua vida desde criança até à idade adulta, já casado e com filhas, na parte final desiludiu-me porque não compreendi o objectivo, o significado que Murakami quis dar à obra. Deixa o final em aberto, como na maioria dos seus livros mas este decepcionou-me e de que maneira. Esperava bem mais. Claro que gostei de tudo: da sequência das acções do personagem, dos diálogos e das próprias descrições do autor mas aquele final .
"A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol", é delicado, profundamente melancólico e árido mas pedia mais, mais deste autor que já me habituou mal. Mal porque espero sempre mais, que se entregue por inteiro, que se entregue na medida do expectável, na medida em que me delicio a lê-lo e aqui fiquei com uma certa raiva do final. Não quero aquele final, quero um final que me permita continuar a sonhar e o que me apresentou foi uma coisa amarga, demasiado amarga. Demasiado bruta. Demasiado seca.
Fala-nos ao longo de todo o livro do destino, das opções tomadas voluntária e involuntariamente, a busca da felicidade e depois dá-me um final destes? É por isto que não se tornou no meu preferido de sempre, porque lhe falta ali qualquer coisa, falta-lhe a essência do final, da perspectiva de que as coisas vão melhorar...
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Que chegue esse momento
«Felizmente existem os livros. Podemos esquecê-los numa prateleira ou num baú, deixá-los entregues ao pó e às traças, abandoná-los na escuridão das caves, podemos não lhes pôr os olhos em cima nem tocar-lhes durante anos e anos, mas eles não se importam, esperam tranquilamente, fechados sobre si mesmos para que nada do que têm dentro se perca, o momento que sempre chega...»
José Saramago
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Arte em livros
Há quem leia e há quem pinte livros. A russa Ekaterina Panikhova serve-se de livros antigos para criar arte: desenha, faz colagens e pinta as páginas já amarelecidas de diversos livros para criar instalações gigantes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)
.jpg)
.jpg)





