sábado, 18 de janeiro de 2014

Ouvido numa livraria



Diálogo real:
Cliente - Olá, procuro um livro de poesia escrito por um miúdo com um problema de saúde. Acho que o título é "Bi Menor" ou "Bi Maior"... Não sei qual é a editora, vi isto na televisão e acho que ele se chama David.

A Livreira extraordinária perde uns bons minutos a pesquisar tal livro e descobre no site do Correio da Manhã que o livro se chama "Contrabaixo" e o autor é o Diogo Lopes.
Para os interessados, a editora é a Alfarroba e os direitos de autor reverterão para a fundação da associação portuguesa de Charcot-Marie-Tooth, doença da qual Diogo, de 14 anos, é portador.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sono - Murakami


Andei a adiar durante várias semanas a minha opinião sobre  "Sono" de Murakami, queria lê-lo uma segunda vez mas outros livros se colocaram à frente e deixei passar o tempo. Ora então, estamos perante um pequeno conto do autor nipónico com ilustrações de Kat Menschik. Apresenta-nos uma senhora, da qual não conheceremos nunca o seu nome, que sofre de violentas insónias, ou seja, nem chegam a ser insónias pois ela nem prega olho. O sono não aparece e ela tenta refugiar-se na leitura de Anna Karenina. Nada conta ao marido que está a sofrer deste problema e começa uma espécie de vida paralela nocturna. Uma espécie de 2ª vida.
Durante o dia, ela leva uma vida bastante banal, repetitiva, desenxabida... a noite torna-se mais perigosa, mais apetecível.
A história põe-nos na dúvida, será que a mulher é louca, que tudo aquilo não passa da sua imaginação, será que é a realidade? Não será ela uma louca, uma pessoa tão sofredora que anseia uma vida com mais suspense e acção?
Para ela, a noite torna-se no momento mais desejável do seu dia. O que é, afinal, "Sono"? Poderá ser, talvez, uma chamada de atenção do autor para as nossas vidas rotineiras e tão sem-graça.
"Sono" é um livro que incomoda pois ficamos sem saber realmente o que foi tudo aquilo, todo o enredo mas leva-nos a refletir, a pensar no significado da vida da personagem, no significado da nossa própria vida. Será que andamos adormecidos?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Van Gogh em BD


Adoro pintura e quase todos os tipos de arte, por isso não pude deixar escapar este livro de BD do jugoslavo Gradimir Smudja. "Vincent e Van Gogh" dá-nos conta, de forma divertida, da vida do pintor holandês através de uma fábula: Vincent é um gato e Van Gogh, o conhecido mas fracassado pintor. Os dois conhecem-se em plena rua e aí começa a maior parceria das suas vidas: o gato pinta todas as obras e Van Gogh não passa de um pintor que sonha ter sucesso.
Ao longo do livro, ficamos a conhecer um pouco da vida do pintor em Paris e Arles e os seus famosos quadros fazem parte do cenário dos personagens. O gato Vincent, animal pouco ajuizado, é a alma de toda a história com as suas tropelias e inspirações artísticas.
Um livro um tanto-quanto surreal mas ideal para amantes de arte.  

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Os Jogos da Fome em Chamas - Suzanne Collins


Cá está um dos livros da trilogia sensação de 2012/2013. Em Chamas é o 2º volume da trilogia Jogos da Fome, publicado pela Editorial Presença.
Ora bem, Jogos da Fome apresenta-nos a jovem Katniss que se voluntaria para substituir a irmã numa espécie de Jogos sem Fronteiras dos anos 80 mas em modo suicida.
Neste livro são celebrados os 75 anos destes Jogos e Katniss e o seu companheiro Peeta vêem-se obrigados a regressar à arena. Como não li o primeiro volume, apenas vi o filme, tinha uma certa curiosidade em perceber tanto sucesso numa história que supostamente é destinada a uma faixa-etária jovem. Sabia que haveria matança até fartar e as descrições correm a um ritmo alucinante e também o trio amoroso do 1º livro continua a dar cartas: Katniss continua a ser disputada pelo seu velho amigo Gale e por Peeta com quem dorme regularmente para a ajudar a suportar os pesadelos de que sofre durante o sono. Contudo, o desenvolvimento amoroso dos personagens dá lugar à cena dos Jogos: os participantes, os treinos, as visitas aos distritos, enfim... Em Chamas apresenta-nos uma população em alvoroço, prestes a rebelar-se contra um Governo totalitarista.
Um livro que se lê numa assentada.