sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Sono - Murakami
Andei a adiar durante várias semanas a minha opinião sobre "Sono" de Murakami, queria lê-lo uma segunda vez mas outros livros se colocaram à frente e deixei passar o tempo. Ora então, estamos perante um pequeno conto do autor nipónico com ilustrações de Kat Menschik. Apresenta-nos uma senhora, da qual não conheceremos nunca o seu nome, que sofre de violentas insónias, ou seja, nem chegam a ser insónias pois ela nem prega olho. O sono não aparece e ela tenta refugiar-se na leitura de Anna Karenina. Nada conta ao marido que está a sofrer deste problema e começa uma espécie de vida paralela nocturna. Uma espécie de 2ª vida.
Durante o dia, ela leva uma vida bastante banal, repetitiva, desenxabida... a noite torna-se mais perigosa, mais apetecível.
A história põe-nos na dúvida, será que a mulher é louca, que tudo aquilo não passa da sua imaginação, será que é a realidade? Não será ela uma louca, uma pessoa tão sofredora que anseia uma vida com mais suspense e acção?
Para ela, a noite torna-se no momento mais desejável do seu dia. O que é, afinal, "Sono"? Poderá ser, talvez, uma chamada de atenção do autor para as nossas vidas rotineiras e tão sem-graça.
"Sono" é um livro que incomoda pois ficamos sem saber realmente o que foi tudo aquilo, todo o enredo mas leva-nos a refletir, a pensar no significado da vida da personagem, no significado da nossa própria vida. Será que andamos adormecidos?
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Van Gogh em BD
Adoro pintura e quase todos os tipos de arte, por isso não pude deixar escapar este livro de BD do jugoslavo Gradimir Smudja. "Vincent e Van Gogh" dá-nos conta, de forma divertida, da vida do pintor holandês através de uma fábula: Vincent é um gato e Van Gogh, o conhecido mas fracassado pintor. Os dois conhecem-se em plena rua e aí começa a maior parceria das suas vidas: o gato pinta todas as obras e Van Gogh não passa de um pintor que sonha ter sucesso.
Ao longo do livro, ficamos a conhecer um pouco da vida do pintor em Paris e Arles e os seus famosos quadros fazem parte do cenário dos personagens. O gato Vincent, animal pouco ajuizado, é a alma de toda a história com as suas tropelias e inspirações artísticas.
Um livro um tanto-quanto surreal mas ideal para amantes de arte.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Os Jogos da Fome em Chamas - Suzanne Collins
Cá está um dos livros da trilogia sensação de 2012/2013. Em Chamas é o 2º volume da trilogia Jogos da Fome, publicado pela Editorial Presença.
Ora bem, Jogos da Fome apresenta-nos a jovem Katniss que se voluntaria para substituir a irmã numa espécie de Jogos sem Fronteiras dos anos 80 mas em modo suicida.
Neste livro são celebrados os 75 anos destes Jogos e Katniss e o seu companheiro Peeta vêem-se obrigados a regressar à arena. Como não li o primeiro volume, apenas vi o filme, tinha uma certa curiosidade em perceber tanto sucesso numa história que supostamente é destinada a uma faixa-etária jovem. Sabia que haveria matança até fartar e as descrições correm a um ritmo alucinante e também o trio amoroso do 1º livro continua a dar cartas: Katniss continua a ser disputada pelo seu velho amigo Gale e por Peeta com quem dorme regularmente para a ajudar a suportar os pesadelos de que sofre durante o sono. Contudo, o desenvolvimento amoroso dos personagens dá lugar à cena dos Jogos: os participantes, os treinos, as visitas aos distritos, enfim... Em Chamas apresenta-nos uma população em alvoroço, prestes a rebelar-se contra um Governo totalitarista.
Um livro que se lê numa assentada.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
"A Lenda de Sigurd e Gudrún" de J. R. R. Tolkien
Isto é só um pensamento meu, mas quando li este livro, li porque gostava muito de Tolkien. Mas não o achei assim tããão fácil de ler. Talvez seja mais porque eu não sou muito dada a poesia: como disse... era por ser Tolkien, e queria ler e saber sobre tudo o que escreveu.
Recordo-me de ter gostado bastante, mas eu li-o em 2009, aquando da sua saída, já eu tinha saído da faculdade.
E estava agora a pesquisar, e vejo que o livro é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (Leitura com Apoio do Professor ou dos Pais) para o 6º. Ano de Escolaridade.
Fiquei muito surpreendida pela positiva e aqui fica, desde já, a minha saudação: J.R.R.Tolkien e PNL juntos. Gostei!
Gostava ainda de dizer que apesar de, assim como eu, muitos deles terem mais dificuldades para poesia (por isso, o apoio dos pais/professores ser importante), é uma atitude positiva incutir já um certo nível de exigência (com bastante apoio e motivação por este tipo de escrita, caso contrário, as crianças colocam este género de parte num piscar de olhos) desde cedo, onde as crianças têm maior abertura de aprendizagem. Se bem que, por outro lado, penso ser muito cedo. Mas bom, os profissionais saberão melhor.
Mais cultura para os miúdos e desde miúdos (passo a redundância) e, ainda por cima, com bom gosto! :D
Cá fica a sinopse:
Livro recomendado pelo Plano Nacional de LeituraLeitura com Apoio do Professor ou dos Pais6º ano de Escolaridade Há muitos anos, J. R. R. Tolkien compôs a sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade nórdica, em dois poemas intimamente relacionados, a que deu os títulos de «O Lai dos Volsungos» e «O Lai de Gudrún». Em «O Lai dos Volsungos » conta-se a história do grande herói Sigurd, o assassino de Fáfnir, o mais famoso dos dragões, de cujo tesouro se apoderou, o despertar da Valquíria Brynhild que dormia rodeada por uma muralha de chamas e o noivado dos dois. Após a chegada de Sigurd à corte dos grandes príncipes Niflungos (ou Nibelungos), o herói desperta o amor mas também o ódio da feiticeira dos Niflungos, versada nas artes mágicas. Em «O Lai de Gudrún» é contado o seu destino depois da morte de Sigurd, o casamento, contra a sua vontade, com Atli (ou Átila), governante dos Hunos, o assassinato dos seus irmãos, os senhores Niflungos, e a sua vingança hedionda.
P.S. - Este livro demonstra que Tolkien gostava tanto das lendas nórdicas que as utilizou como uma das bases para a História da Terra Média, notando-se principalmente pelos nomes de algumas personagens.
Recordo-me de ter gostado bastante, mas eu li-o em 2009, aquando da sua saída, já eu tinha saído da faculdade.
E estava agora a pesquisar, e vejo que o livro é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (Leitura com Apoio do Professor ou dos Pais) para o 6º. Ano de Escolaridade.
Fiquei muito surpreendida pela positiva e aqui fica, desde já, a minha saudação: J.R.R.Tolkien e PNL juntos. Gostei!
Gostava ainda de dizer que apesar de, assim como eu, muitos deles terem mais dificuldades para poesia (por isso, o apoio dos pais/professores ser importante), é uma atitude positiva incutir já um certo nível de exigência (com bastante apoio e motivação por este tipo de escrita, caso contrário, as crianças colocam este género de parte num piscar de olhos) desde cedo, onde as crianças têm maior abertura de aprendizagem. Se bem que, por outro lado, penso ser muito cedo. Mas bom, os profissionais saberão melhor.
Mais cultura para os miúdos e desde miúdos (passo a redundância) e, ainda por cima, com bom gosto! :D
Cá fica a sinopse:
Livro recomendado pelo Plano Nacional de LeituraLeitura com Apoio do Professor ou dos Pais6º ano de Escolaridade Há muitos anos, J. R. R. Tolkien compôs a sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade nórdica, em dois poemas intimamente relacionados, a que deu os títulos de «O Lai dos Volsungos» e «O Lai de Gudrún». Em «O Lai dos Volsungos » conta-se a história do grande herói Sigurd, o assassino de Fáfnir, o mais famoso dos dragões, de cujo tesouro se apoderou, o despertar da Valquíria Brynhild que dormia rodeada por uma muralha de chamas e o noivado dos dois. Após a chegada de Sigurd à corte dos grandes príncipes Niflungos (ou Nibelungos), o herói desperta o amor mas também o ódio da feiticeira dos Niflungos, versada nas artes mágicas. Em «O Lai de Gudrún» é contado o seu destino depois da morte de Sigurd, o casamento, contra a sua vontade, com Atli (ou Átila), governante dos Hunos, o assassinato dos seus irmãos, os senhores Niflungos, e a sua vingança hedionda.
P.S. - Este livro demonstra que Tolkien gostava tanto das lendas nórdicas que as utilizou como uma das bases para a História da Terra Média, notando-se principalmente pelos nomes de algumas personagens.
sábado, 28 de dezembro de 2013
Just Words...
E como ouvi dizer:
Nunca esquecer que o que vem a seguir é sempre muito melhor do que o que já foi...
Subscrever:
Mensagens (Atom)






