Isto é só um pensamento meu, mas quando li este livro, li porque gostava muito de Tolkien. Mas não o achei assim tããão fácil de ler. Talvez seja mais porque eu não sou muito dada a poesia: como disse... era por ser Tolkien, e queria ler e saber sobre tudo o que escreveu.
Recordo-me de ter gostado bastante, mas eu li-o em 2009, aquando da sua saída, já eu tinha saído da faculdade.
E estava agora a pesquisar, e vejo que o livro é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (Leitura com Apoio do Professor ou dos Pais) para o 6º. Ano de Escolaridade.
Fiquei muito surpreendida pela positiva e aqui fica, desde já, a minha saudação: J.R.R.Tolkien e PNL juntos. Gostei!
Gostava ainda de dizer que apesar de, assim como eu, muitos deles terem mais dificuldades para poesia (por isso, o apoio dos pais/professores ser importante), é uma atitude positiva incutir já um certo nível de exigência (com bastante apoio e motivação por este tipo de escrita, caso contrário, as crianças colocam este género de parte num piscar de olhos) desde cedo, onde as crianças têm maior abertura de aprendizagem. Se bem que, por outro lado, penso ser muito cedo. Mas bom, os profissionais saberão melhor.
Mais cultura para os miúdos e desde miúdos (passo a redundância) e, ainda por cima, com bom gosto! :D
Cá fica a sinopse:
Livro recomendado pelo Plano Nacional de LeituraLeitura com Apoio do Professor ou dos Pais6º ano de Escolaridade Há muitos anos, J. R. R. Tolkien compôs a sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade nórdica, em dois poemas intimamente relacionados, a que deu os títulos de «O Lai dos Volsungos» e «O Lai de Gudrún». Em «O Lai dos Volsungos » conta-se a história do grande herói Sigurd, o assassino de Fáfnir, o mais famoso dos dragões, de cujo tesouro se apoderou, o despertar da Valquíria Brynhild que dormia rodeada por uma muralha de chamas e o noivado dos dois. Após a chegada de Sigurd à corte dos grandes príncipes Niflungos (ou Nibelungos), o herói desperta o amor mas também o ódio da feiticeira dos Niflungos, versada nas artes mágicas. Em «O Lai de Gudrún» é contado o seu destino depois da morte de Sigurd, o casamento, contra a sua vontade, com Atli (ou Átila), governante dos Hunos, o assassinato dos seus irmãos, os senhores Niflungos, e a sua vingança hedionda.
P.S. - Este livro demonstra que Tolkien gostava tanto das lendas nórdicas que as utilizou como uma das bases para a História da Terra Média, notando-se principalmente pelos nomes de algumas personagens.
domingo, 29 de dezembro de 2013
sábado, 28 de dezembro de 2013
Just Words...
E como ouvi dizer:
Nunca esquecer que o que vem a seguir é sempre muito melhor do que o que já foi...
Papel ou Digital... Who Cares?
E porque hoje em dia os livros já não se encontram apenas em papel....
Há quem diga que não consiga ler naquele ecrã, há quem diga que ocupa muito menos espaço e que se pode ler qualquer livro, a qualquer hora...
No fim de contas, não é importante a forma do livro mas sim o seu conteúdo...
Boas leituras!
Há quem diga que não consiga ler naquele ecrã, há quem diga que ocupa muito menos espaço e que se pode ler qualquer livro, a qualquer hora...
No fim de contas, não é importante a forma do livro mas sim o seu conteúdo...
Boas leituras!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
1 picture, 1000 words
Epá... só me falta mesmo a lareira... Mas bom, à falta de lareira, tenho o meu super aquecedor!
Boa tarde!
Boa tarde!
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
"O Último Anel" de Kiril Yeskov
Tenho andado com alguma dificuldade e uma certa preguiça para falar deste livro. Não gosto falar mal dos livros que leio. Tento ver sempre o lado positivo, têm sempre algo de novo a ensinar ou imaginar. Aliás, este foi o primeiro desde há muito, que me foi muito custoso acabar de lê-lo. Mas sempre quis falar de todos os livros que leio, e assim espero que seja.
Eu adoro todos os livros de Tolkien. Todos os que são relativos à história da Terra Média, e escritos em português, já os li e estou agora novamente a lê-los pela ordem cronológica. E confesso que tinha elevadas expectativas sobre este livro. Sabia que não era de Tolkien, mas pensava mesmo que fosse uma visão de um orc da Guerra do Anel.
O início era promissor: em vez de pensar nos orcs e trolls como sendo aqueles monstrengos, sem cérebro, só querendo sangue, morte, vingança, medo, horror, ou seja, O Mal... começamos a ler o livro e sabemos que os orcs são inteligentes, extremamente cultos e até bondosos (tendo em conta o seu estilo de vida... claro que alguns dedicavam-se ao banditismo).
Gostei muito do modo como o narrador nos conta a história (inicialmente): escreve e tem até uma visão romântica das natureza e paisagens de Mordor. Apresenta-nos um tipo de escrita bastante humorística: é aquela questão de pensar em orcs (Os Orcs - O Mal) e, no entanto, eles próprios pensarem que são apenas uma terra que luta pelo seu país e pelo seu futuro. O "problema" de Mordor é querer evoluir. E os mauzões da fita, obviamente Gandalf e os elfos, referem que um país sem agricultura, que importa tudo, é um país sem futuro.
Mas depois, é o descalabro. Fala da Guerra do Anel mas é apenas nas primeiras páginas. A verdadeira história passa-se após este acontecimento e verifica-se que pouco tem a ver com o Senhor dos Anéis. Enrola muito, 1/3 do livro desenrola-se pelas aventuras do Gondoriano (o homem) onde a maior parte podia ser apagada, mete muitas coisas desnecessárias, demasiada espionagem, contra-espionagem, conspirações, e não sei quantas instituições. A última parte torna-se interessante, mas depois do que se leu no início promissor e da seca do entretanto, o gozo da terceira parte foi-se.
Conclusão: é interessante a relação Mordor vs Ocidentais, isto é, ciência vs religião; civilização, progresso, tecnologia, indústria vs natureza, a cegueira por deuses, regressão.
Eu adoro todos os livros de Tolkien. Todos os que são relativos à história da Terra Média, e escritos em português, já os li e estou agora novamente a lê-los pela ordem cronológica. E confesso que tinha elevadas expectativas sobre este livro. Sabia que não era de Tolkien, mas pensava mesmo que fosse uma visão de um orc da Guerra do Anel.
O início era promissor: em vez de pensar nos orcs e trolls como sendo aqueles monstrengos, sem cérebro, só querendo sangue, morte, vingança, medo, horror, ou seja, O Mal... começamos a ler o livro e sabemos que os orcs são inteligentes, extremamente cultos e até bondosos (tendo em conta o seu estilo de vida... claro que alguns dedicavam-se ao banditismo).
Gostei muito do modo como o narrador nos conta a história (inicialmente): escreve e tem até uma visão romântica das natureza e paisagens de Mordor. Apresenta-nos um tipo de escrita bastante humorística: é aquela questão de pensar em orcs (Os Orcs - O Mal) e, no entanto, eles próprios pensarem que são apenas uma terra que luta pelo seu país e pelo seu futuro. O "problema" de Mordor é querer evoluir. E os mauzões da fita, obviamente Gandalf e os elfos, referem que um país sem agricultura, que importa tudo, é um país sem futuro.
Mas depois, é o descalabro. Fala da Guerra do Anel mas é apenas nas primeiras páginas. A verdadeira história passa-se após este acontecimento e verifica-se que pouco tem a ver com o Senhor dos Anéis. Enrola muito, 1/3 do livro desenrola-se pelas aventuras do Gondoriano (o homem) onde a maior parte podia ser apagada, mete muitas coisas desnecessárias, demasiada espionagem, contra-espionagem, conspirações, e não sei quantas instituições. A última parte torna-se interessante, mas depois do que se leu no início promissor e da seca do entretanto, o gozo da terceira parte foi-se.
Conclusão: é interessante a relação Mordor vs Ocidentais, isto é, ciência vs religião; civilização, progresso, tecnologia, indústria vs natureza, a cegueira por deuses, regressão.
No entanto, eu acho que nada tem a ver com o Senhor dos Anéis, na medida que tenho a sensação de que ele só colocou os nomes, o mapa e a história para vender mais alguns livros. Porque de resto acho que é um livro de espionagem normal. Aquele mundo mágico da Terra Média, longínquo, magnifico, um outro mundo (apesar de eu pensar que poderá ser o nosso mundo há muitas eras atrás, nunca se sabe), vai-se todo, tanto devido ao que já falei, como com o narrador a referir até de tecnologias cinematográficas, cinemas, televisões, aviões, etc.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Just Words...
Muitos são os livros que leio e que retenho muito pouco. Raramente surge o "tal" livro que me faz pensar e do qual retiro algumas citações. Desses gosto de os publicitar e aconselhar. Os outros caem sempre no esquecimento, ficamos apenas com uma ideia vaga deles embora naquelas horas em que lhes dedicámos o nosso tempo, fique sempre uma sensação de ganho. Nunca de perda.
Por isso, não durmam: leiam.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra - Mia Couto
Mia Couto gosta de nos surpreender, dá reviravoltas sem fim aos seus enredos. Provoca-nos surpresa e assim lá vai descortinando toda a trama. Já sabemos como funciona a narrativa deste autor moçambicano. Na obra "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra", vemos um jovem regressar à sua terra natal para o funeral do seu avó. É suposto o seu avó já ter morrido, e supostamente trata-se realmente do seu avô. Ou será que a história não é bem assim? Os acontecimentos desenrolam-se de acordo com os diversos mitos daquela pequena ilha - Luar-do-Chão. O jovem recebe umas cartas com a sua própria letra que revelam de mistérios e vão desvendando segredos familiares. Mia Couto habitua-nos mal: escreve poesia em prosa. E ficamos viciados.
Sinopse:
Um jovem estudante universitário regressa à sua ilha-natal para participar no funeral de seu avô Mariano. Enquanto aguarda pela cerimónia ele é testemunha de estranhas visitações na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo. São revelações de um universo dominado por uma espiritualidade que ele vai reaprendendo. À medida que se apercebe desse universo frágil e ameaçado, ele redescobre uma outra história para a sua própria vida e para a da sua terra.
A pretexto do relato das extraordinárias peripécias que rodeiam o funeral, este novo romance de Mia Couto traduz, de uma forma a um tempo irónica e profundamente poética, a situação de conflito vivida por uma elite ambiciosa e culturalmente distanciada da maioria rural.
Uma vez mais, a escrita de Mia Couto leva-nos para uma zona de fronteira entre diferentes racionalidades, onde percepções diversas do mundo se confrontam, dando conta do mosaico de culturas que é o seu país e das mudanças profundas que atravessam a sociedade moçambicana actual.
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